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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O determinante ;

Determinante

Palavra pertencente a uma classe fechada, que especifica um nome, precedendo-o, e que contribui para a construção do seu valor referencial, com informações sobre propriedades sintácticas e semânticas dos objectos ou entidades designados.
Os determinantes têm um comportamento sintáctico distinto dos quantificadores e classificam-se em duas subclasses: a dos artigos (i) e a dos determinantes demonstrativos (ii) e possessivos (iii).

(i)
(a) São artigos definidos:

o / os
a /as

(b) São artigos indefinidos:

um / uns
uma / umas

(ii) São determinantes demonstrativos:

este / estes / esta / estas
esse / esses / essa / essas
aquele / aqueles / aquela / aquelas

(iii) São determinantes possessivos:

Um possuidor:
meu, minha, meus, minhas
teu, tua, teus, tuas
seu, sua, seus, suas

Vários possuidores:
nosso, nossa, nossos, nossas
vosso, vossa, vossos, vossas
seu, sua, seus, suas



Artigos

Palavra pertencente a uma subclasse dos determinantes e que tem duas subclasses: a dos artigos definidos (i) e a dos artigos indefinidos (ii).
Os artigos têm uma distribuição diferente dos determinantes, sendo que o artigo precede sempre o determinante possessivo (iii) e não pode co-ocorrer com o determinante demonstrativo (iv).

(i)
  (a) São artigos definidos:

o / os
a /as

(ii)
  (b) São artigos indefinidos:

um / uns
uma / umas

 Exemplos:
(iii)
  (a) O meu aluno / *Meu o aluno chega sempre atrasado.
  (b) Um aluno meu / *Meu aluno um chegou atrasado.
(iv) * O este / *este o meu
 

Artigo definido vs indefinido

Os artigos definidos e os indefinidos ocorrem indistintamente nos grupos nominais com a função de sujeito ou de complemento directo, conforme (i) e (ii).
O artigo definido exprime um valor de referência definida e, por essa razão, alguns nomes próprios, que exprimem referentes únicos, não admitem a presença de artigo definido (iii). Pelo contrário, o artigo indefinido exprime um valor de referência indefinida, pelo que a sua co-ocorrência com nomes próprios está em geral excluída (iv).

 Exemplos:
(i) O rapaz comeu o bolo.
(ii) Um rapaz comeu um bolo.
(iii) Portugal / *O Portugal é um país europeu.
(iv) *Um Afonso é o meu filho.



Determinante demonstrativo

Determinante que admite variação em género e número e que tem um valor deíctico, na medida em que estabelece a sua referência através de um mecanismo de localização que toma como ponto de referência as pessoas da enunciação (i).
Ao contrário dos pronomes demonstrativos, os determinantes demonstrativos co-ocorrem com nomes, em posição pré-nominal, especificando-os (ii).
O determinante demonstrativo não pode co-ocorrer com o artigo, conforme (iii), e, em caso de co-ocorrência com o determinante possessivo, precede-o obrigatoriamente (iv).
Os determinantes demonstrativos podem ser precedidos de certos quantificadores (v).

(i) São determinantes demonstrativos:

este / estes / esta / estas
esse / esses / essa / essas
aquele / aqueles / aquela / aquelas

 Exemplos:
(ii)
 (a) Este carro é o melhor. ("este" é um determinante)
 (b) Este é o melhor. ("este" é um pronome)
(iii) * O este / *Este o aluno chega sempre atrasado.
(iv) Este meu / *Meu [este] aluno chega sempre atrasado.
(v) Todos estes alunos chegaram atrasados.

Os determinantes demonstrativos também são denominados "adjectivos demonstrativos".



Determinante nulo

Determinante sem realização lexical que ocorre em grupos nominais e cujo núcleo é um nome comum não contável no singular, como em (i), ou um nome comum contável no plural, como em (ii).
A aceitabilidade de (iii) deve-se a uma leitura do nome como "parte qualitativa de areia" (ver "nome não contável").

 Exemplos:
(i)
 (a) Quero [-] areia para construir a minha casa.
 (b) *Quero [a] areia para construir a minha casa.
(ii) Quero [-] flores bonitas. =/= Quero as flores bonitas.
(iii) Quero [essa] areia para construir a minha casa. (=quero essa parte da areia para construir a minha casa.).



Determinante possessivo

Determinante que admite variação em pessoa, género e número e que tem um valor deíctico, na medida em que estabelece a sua referência através de um mecanismo de localização que toma como ponto de referência os participantes do discurso tomados como possuidores (i).
Ao contrário dos pronomes possessivos, os determinantes possessivos co-ocorrem com nomes, em posição pré-nominal, especificando-os (ii).
O determinante possessivo é obrigatoriamente precedido pelo artigo definido ou pelo demonstrativo (iii), a não ser em contextos em que o grupo nominal tem a função de vocativo (iv) ou de modificador apositivo nominal (v).
Os determinantes possessivos podem ser precedidos de certos quantificadores (vi).

(i) São determinantes possessivos:

Um possuidor:
meu, minha, meus, minhas
teu, tua, teus, tuas
seu, sua, seus, suas

Vários possuidores:
nosso, nossa, nossos, nossas
vosso, vossa, vossos, vossas
seu, sua, seus, suas

 Exemplos:
(ii)
  (a) O meu carro é o melhor. ("meu" é um determinante)
  (b) O meu é o melhor. ("meu" é um pronome)
(iii)
  (a) {Este / O} [meu] aluno chega sempre atrasado.
  (b) *[Meu] {este / O} aluno chega sempre atrasado.
(iv) Meu filho, vem comer a sopa.
(v) ...a D. Afonso Henriques, D. Sancho I, seu filho primogénito, sucedeu-lhe.
(vi) Todos {estes / os } meus alunos chegaram atrasados.

Os determinantes possessivos também são denominados "adjectivos possessivos".

A narração;

A narração;

A narração está vinculada à nossa vida, pois sempre temos algo a contar.
Narrar é relatar fatos e acontecimentos, reais ou fictícios, vividos por indivíduos, envolvendo ação e movimento.
A narrativa impõe certas normas:
a) o fato: que deve ter seqüência ordenada; a sucessão de tais seqüências recebe o nome de enredo, trama ou ação;b) a personagem;c) o ambiente: o lugar onde ocorreu o fato;d) o momento: o tempo da ação
O relato de um episódio implica interferência dos seguintes elementos:
fato - o quê?personagem - quem?ambiente - onde?momento - quando?
                                                       Os graus dos adjectivos ;






O resumo do conto " a aia " ;

O resumo do conto " a aia "

Um rei moço e valente partira a batalhar por terras distantes, deixando só e triste a rainha e um filho pequeno. O rei perdeu a vida numa das batalhas e foi chorado rainha. Sendo herdeiro natural do trono, o bebé estava sujeito aos ataques de inimigos dos quais e se destacava o seu tio, irmão bastardo do rei morto que vivia num castelo sobre os montes, com uma horda de rebeldes. O pequeno príncipe era amamentado por uma aia, mãe de um bebé também pequeno. Alimentava os dois com igual carinho pois um era seu filho e outro viria a ser seu rei. A escrava mostrava uma lealdade sem limites.
Porém, o bastardo desceu da serra com a sua horda e começou uma matança sem tréguas. A defesa estava fragilizada pois a rainha não sabia como fomentá-la, limitando-se a temer e a chorar a sua fraqueza de viúva sobre o berço de seu filho. Uma noite a aia pressentiu uma movimentação estranha, verificando a presença de homens no palácio. Rapidamente se apercebeu do que iria passar-se e trocou, sem hesitar, as crianças dos respectivos berços. Nesse instante, um homem enorme entrou na câmara, arrebatou do berço de marfim o pequeno corpo que ali descansava e partiu furiosamente. A rainha, que entretanto invadira a câmara, parecia louca ao verificar as roupas desmanchadas e o berço vazio. A aia mostrou-lhe, então, o berço de verga e o jovem príncipe que ali dormia.
Entretanto, o capitão dos guardas veio avisar que o bastardo havia sido vencido, mas infelizmente o corpo do príncipe tinha também perecido. A rainha mostrou, então, o bebé e, identificando a sua salvadora, abraçou-a e beijou-a, chamando-lhe irmã do seu coração. Todos a aclamaram, exigindo que fosse recompensada. A rainha levou-a ao tesouro real, para que pudesse escolher a jóia que mais lhe agradasse. A ama, olhando o céu, onde decerto estava o seu menino, pegou num punhal e cravou-o no seu coração, dizendo que agora que tinha salvo o seu príncipe tinha de ir dar de mamar ao seu filho.~